Por que damos valor às vidas humanas? Por que achamos que o mundo deva ser justo? Por que devemos nos importar com a natureza? Quais as motivações das pessoas? E que nome dar a todas as coisas da vida que não entendemos, não sabemos descrever, mas com as quais temos de lidar o tempo todo?




Pulando corda...

por Karynn

Um homem bateu em minha porta e eu, a-bri! Senhoras e senhoras ponham a mão no chão, senhoras e senhores pulem de um pé só, senhores e senhores deêm uma rodadinha, e vão pro olho da rua!!!!!

Domingo, 13/07

É como se antes mesmo do dia acordar eu já pressentisse que ele seria ruim, mesmo tendo ido dormir bem, mesmo tendo sonhado algo que, ao despertar, esqueci, como acontece quase todos os dias, mesmo que tenham sido dois rostos lindos e amados a minha primeira visão do dia, mesmo que eu tenha me vestido com o vestido verde que se encaixou com os meus olhos e meus cabelos e me fez parecer ensolarada, sob o Sol, mesmo que eu tenha me sentido bem quando, ao deixá-lo ir, voltei pra casa acompanhada de uma saudade precoce que se distraia com o vento que brincava com o meu vestido e com a sombra da minha silhueta no chão de poeira bege, mesmo que as coisas tenham começado mais bonitas do que de costume, o dia foi terminando triste. Antes de o Sol se esconder completamente eu já tinha sumido dentro de mim, numa espécie de agonia indecisa, semelhante àqueles dias que não fazem nem calor, nem frio, àquelas pessoas que não são nem bonitas, nem feias, e àquelas mesmices que não são nem alegres, nem tristes.
Eu me senti lenta. E fui, lentamente, me incomodando com isso.
Também me senti fraca porque perdi o controle sobre mim e sobre meus impulsos viciosos.
Me senti pequena por não poder garantir a segurança e o conforto dos meus gatos que dependem totalmente de mim. Senti raiva por ter que depender de outras pessoas pra me assegurar de que os meus gatos possam depender de mim.
Senti pressa porque estava descontente com aquele momento, e como não podia querer voltar no tempo, só me restou querer que ele passasse logo. Mas, na medida em que passava era como se ainda fosse o mesmo, só que cada vez menor, e mais seco. O tempo é insuportável quando não passa, irritante enquanto está passando e lamentável depois que já passou.
E foi assim que o dia terminou. Sem ter terminado. Na verdade as coisas nunca terminam, elas, as vezes, ficam tão lentas que parecem ter sumido, mas não somem, apenas se cansam, e depois voltam. É como um homenzinho caminhando ao redor de um enorme círculo, ele não pode marcar um ponto pra chamar de começo e partir a procura de um fim, ele tem que ficar andando em volta do círculo. As vezes ele se cansa, anda mais