Por que damos valor às vidas humanas? Por que achamos que o mundo deva ser justo? Por que devemos nos importar com a natureza? Quais as motivações das pessoas? E que nome dar a todas as coisas da vida que não entendemos, não sabemos descrever, mas com as quais temos de lidar o tempo todo?




Quanto tanto cabe nesse corpo tinto?

por Karynn

Um “D” de quê?

É sábado-noite!
É asia na barriga cheia
É canseira na cabeça vazia.
É coisa que se diz à toa.
É besteira que se diz, da vida.
É coceira de cabeça vadia
Coça, coça, coça. Amanhã: É outro dia!
É dia de asia na pança inchada
Dia de praça, de feira...
E de inchaço na cabeça cansada


Em quantas coisas se é possível pensar ao mesmo tempo???
Estou pensando numas duas ou três pessoas agora. E em outras coisas também... umas que eu sei, outras que eu não sei.
O objeto obscuro do meu pensamento sempre muda. Quase sempre de acordo com o dia. Que é. Hoje é sábado que já é domingo que tem horário pra mudar, que tem viajem pra fazer, que tem gente pra esperar.
E eu estou pensando nisso. No fato de hoje ser sábado-domingo-horário novo.
Mas além disso, também em outras coisas, como na música que estou ouvindo, que eu já ouvi outro dia e que achei bonita. E na qual, desde que ouvi pela primeira vez, pensei a respeito algumas vezes.
Ei-la:
“Sou ardente, não vou negar, gosto de me sentar ao sol, aprecio qualquer paixão, qualquer coisa como brincar. E o meu corpo é que nem farol, indicando que pode entrar, apontando uma direção pra quem quer se queimar. Procuro alguém tão singelo como eu que, não se esconda das coisas naturais, não tenha medo do fogo nem do vento que carrega, pois afinal os elementos são todos iguais. Não é preciso fugir, você vai ver. A tempestade não vai lhe machucar. Se o coração é quem manda, a natureza quer apenas lhe fazer aproveitar, e mostrando que eu sou ardente como você, sou demente mas quem não é? Eu aprendo qualquer lição na versão que você quiser. Sonhador desses sonhos meus, amoroso e fatal demais, louco e solto graças a deus, quero arder sempre mais.”

É...
Mais nada tenho a dizer...
É!

A Dona Cegonha traz...

por Karynn

Primeiro vem o nome da coisa.
Depois a coisa.
Depois as coisas que se relacionam à coisa.
Depois o encaminhamento da coisa.
Depois a feiúra da coisa,
Os defeitos, as coisas que a coisa não é capaz de ser.
Depois a classificação da coisa,
O emprateleiramento da coisa,
E o preço da coisa.
Então, vem a beleza da coisa,
A importância da coisa,
O adequamento da coisa,
A utilidade da coisa.
A análise do rendimento da coisa.
Finalmente, vem o desinteresse pela coisa
A descartabilidade.
O óbito da coisa.
Que não passa de uma coisa, como todas as outras coisas
Que são desinteressantemente apenas coisas.

Pontinhos brilhantes movendo-se freneticamente no céu

por Leo

Se você olhar fixamente para o azul do céu, durante o dia enquanto ainda há sol, por alguns segundos, uns 10 são suficientes, vai começar a ver alguma coisa se movendo, uma coisa bem sutil, e se prestar atenção nela, verá pontinhos brilhantes, se movendo como poeira, mas bem rapidamente quase como se estivessem vivos, lembra eletricidade. O que seriam esses pontinhos? Será que é possível vê-los em outras circunstâncias? Seriam eles fenômenos físicos, fisiológicos do olho ou psicológicos?

Hum...